sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

46º Carta - Porque hoje é Natal

Bem-vindos ao blog e ao convite para ler as cartas de amor inspiradas nas histórias que ouço todos os dias em meus atendimentos astrológicos, nos encontros da vida, e em minhas próprias experiências. Para quem quer saber mais sobre elas, veja o post da primeira carta no link:   
http://ferzanini.blogspot.com.br/2015/10/as-cartas-de-amor.html
 
46º Carta – 25/12/15

Inspirada no Espírito Natalino.

Amor,

Porque hoje é Natal te desejo o simples, como o barulho de uma cachoeira, o toque da grama sob seus pés, teus amigos bichos ao teu redor. Te desejo mente calma e coração sorridente.
Porque hoje é Natal te desejo estradas abertas, um milhão de estrelas velando teu sonhar, e teus dilemas se derretendo depois de um temporal que clareia o horizonte.
Porque hoje é Natal te ofereço meu colo para deitar sua cabeça, meu sorriso para te lembrar que está tudo bem, e a permissão para que você seja muito convencido e dê aquele sorrisinho de lado quando me percebe admirando seus pés, que eu acho os mais lindos do mundo.
Porque hoje é Natal devolvamos o passado ao tempo, revoguemos juramentos esquecidos e celebremos o reencontro da alma consigo mesma quando nossas falas calam e os olhos mareiam.
Porque hoje é Natal que minha carta te leve um perfume de rosas. Que você possa fechar os olhos e sentir meus cabelos acarinhando seu rosto como beijos do vento.
Porque hoje é Natal que a lembrança do Cristo seja o arrepio de tua pele sempre que o Amor te toque.
Porque hoje é Natal te vejo no Bem, o reflexo de meu amor por Deus.

Sua,

Eu

O simples para você, meu bem:




 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

45º Carta - Os ciclos do Amor

Bem-vindos ao blog e ao convite para ler as cartas de amor inspiradas nas histórias que ouço todos os dias em meus atendimentos astrológicos, nos encontros da vida, e em minhas próprias experiências. Para quem quer saber mais sobre elas, veja o post da primeira carta no link:   
http://ferzanini.blogspot.com.br/2015/10/as-cartas-de-amor.html

45º Carta – 10/11/15

Inspirada nas contradições geradas pela eterna batalha entre dever e ser.


Amor,

Que ingenuidade a minha quando resolvi te escrever uma carta de amor por dia durante um ano, justo eu que sou estudiosa dos ciclos negligenciei as fases do Amor. Um dia para o Amor não é o mesmo que um dia para o Tempo, são entidades diferentes, o primeiro tem liberdade de escolha, sistema métrico flexível, o segundo tem como lei medidas fixas.
O meu último dia de amor durou dez dias do tempo, isso não significa que não tenha te escrito, escrevi de mil maneiras, com suspiros, soluços, dúvidas, ciúmes, perdão, entrega, orações, sonhos dormidos e despertos. Te escrevi com saudades.
Nesses dias tomei vários banhos com minhas lágrimas, não foram banhos de purificação, mas banhos de milagres. Como diz a música: “cada mil lágrimas um milagre”! Tomei também litros de chá de "não sei", isso me ajudou a apaziguar a alma, enquanto bordava uma colcha de retalhos feitos de todos os tipos de porquês. Tenho me coberto com ela todas as noites, enquanto aguardo as respostas vindas do mundo invisível. Ontem sonhei com um urso que me lambia e protegia. Hoje encontrei pelas calçadas vários buracos em forma de coração. Sim! As respostas vêm!
Ninguém pode saber o que vai por trás dos nossos sorrisos, meu bem. Ninguém imagina que ele esconde a falta, camufla a esperança e disfarça o receio do acostumar-se a abrir mão de amar. Confesso que tenho muito medo de tudo que esse sorriso guarda, tenho pavor de partir desse mundo sem ter sorvido até a última gota de amor que a Vida oferece, por isso sigo sendo sua loucamente, ainda que solitária em minha loucura. O Amor não depende de nós, como disse tantas vezes Ele se alimenta de Si mesmo, a nossa escolha é de nos permitirmos ser queimados por seu fogo ou não. De minha parte meu amado, só posso te dizer que já não sei o que em mim sou eu ou que é chama, me tornei fogueira.

Volto a te escrever quando o Amor me autorize.

Sua,

Eu


 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

44º Carta - A mais louca das cartas

Bem-vindos ao blog e ao convite para ler as cartas de amor inspiradas nas histórias que ouço todos os dias em meus atendimentos astrológicos, nos encontros da vida, e em minhas próprias experiências. Para quem quer saber mais sobre elas, veja o post da primeira carta no link:   
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44º Carta – 01/12/15


Inspirada em minha própria loucura.




Amor,

Hoje o sol nasceu com meu sorriso, despertei com sua voz dizendo que me ama, fauna e flora foram fecundadas.
Passei o dia divagando em redemoinhos de ideias sobre como ser tão minha quanto sou sua. Já não estou dominada pelo desejo de sua presença, e esse talvez me leva a percorrer, com coragem, o labirinto de meu ser.
Hoje quero tanto ser verdade que aprendi a mentir sobre existir como personagem ou criadora. Preciso te escrever a mais louca das cartas, porque desejo explodir de mim mesma. Enquanto escrevo chovo em choro a frustração de tudo que não consigo saber, canto bem alto a saudade de todos os lugares aos quais não fui com você, e agradeço por todas as vezes em que me perdi sozinha pelas ruelas do mundo e pude descobri novas metáforas para viver.
Enquanto te escrevo vejo com uma ternura, que parece eterna, minha flor de prazer desabrochando, prazer que é como fio de novelo que sai de um cesto em forma de serpente encantada a construir telas bordadas de nós dois por todo meu corpo. É tudo tão intenso, tão real, tão sensorial, e tão essencial! É tudo tão nosso encontro no aqui! Um grito de vida!
Reconheço, meu querido, o quão piegas é minha escrita, e ainda assim sou impelida por um sentimento profeta que me destina a mostrar-me tão intensa quanto frágil, que me obriga a escrever a mim mesma por amor a você.
O que é a realidade para uma alma que tem por lei a necessidade de amar? Essa realidade é o objetivo final que nos levará ao rasgar do véu da ilusão que nos faz esquecer que somos apenas o sonho um do outro.

Me deleito pensando em como se move seu rosto enquanto me lê, e fico aqui desejando que seu coração sorria sem ninguém perceber, ninguém além de mim. Quem mais te escreveria assim, amor meu?

Loucamente sua porque perdidamente minha,

Eu