sábado, 31 de outubro de 2015

23º Carta - Quero ser criança com você

Bem-vindos ao blog e ao convite para ler as cartas de amor inspiradas nas histórias que ouço todos os dias em meus atendimentos astrológicos, nos encontros da vida, e em minhas próprias experiências. Para quem quer saber mais sobre elas, veja o post da primeira carta no link:    
http://ferzanini.blogspot.com.br/2015/10/as-cartas-de-amor.html


23º Carta – 31/10/15



Inspirada no workshop dado hoje, junto com Maria Lúcia Guiguer, sobre o resgate da criança interior. No encontro com pessoas que sabem ser disponibilidade.


Amor,

O meu dia das bruxas virou dia das crianças, afinal só elas para entenderem as bruxas mesmo sendo amigas das fadas. Só a criança em nós é capaz de dançar com a própria sombra e confiar que não será sugada por ela.
Conheci pessoas tão entregues e dispostas hoje, adorei brincar com elas. Há quanto tempo não brincava! Talvez nunca o tenha feito de verdade, já nasci velha, mas agora resolvi que quando morrer serei criança, quero aprender mais da inocência.
Hoje vi meus pais meninos, e depois jovens e só depois de terem se amado é que se tornaram pais, o que é apenas um detalhe num universo tão grande quanto é uma pessoa.
Sabe, amor, foi meu pai quem me ensinou que amar é deixar o outro livre, ainda que seja para não te querer, não sei se aprendi a lição direito, me ajuda a seguir tentando.
E minha mãe segue me ensinado que saber amar é fazer o bem sem olhar a quem.
Eu queria ter te conhecido quando éramos crianças, teria sido tão mais fácil, te roubaria um beijo na hora certa, e sairia correndo com o rosto vermelho, não de vergonha, mas de felicidade. Meninas sapecas tem certas permissões! Não que eu tenha sido uma, mas como te disse antes, vou aprender a ser.
Você nessa época não teria medo de magoar e correria comigo de mãos dadas, enquanto me apresentava seu mundo encantado, seus rios preferidos, o quão bem você jogava bola e o quanto era amigo dos animais, e me contaria seus planos para quando fosse grande. Ainda pode me contar, há tanto para crescermos.
Se fecho os olhos consigo ver o quanto você era lindo, não por fora (isso todo mundo sabe), mas por dentro, você queria ajudar as pessoas, queria curá-las, e seus olhos, as vezes, são tristes porque essa vontade segue aí dentro, eu sei.
Sorri meu amor, assim você move o mundo, e coloca na vida o seu olhar profundo, que assim que você faz com que a cura queira curar. Foi desse jeito que a Fera curou a Bela, se permitindo sorrir e sabendo olhar.
Saudades de ser criança com você...

Eu
 

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

22º Carta - Você me fez cor

Bem-vindos ao blog e ao convite para ler as cartas de amor inspiradas nas histórias que ouço todos os dias em meus atendimentos astrológicos, nos encontros da vida, e em minhas próprias experiências. Para quem quer saber mais sobre elas, veja o post da primeira carta no link:    
http://ferzanini.blogspot.com.br/2015/10/as-cartas-de-amor.html


22º Carta – 30/10/15

Inspirada nas despedidas e recomeços.

Amor,

Hoje escrevo minha 22ª carta para você, esse é um número tão importante, é o número de lâminas do tarot, o número de Maria de Madalena, e, por acaso, o nosso número também. Ele conta que um ciclo se fecha para que outro comece.
Por tudo isso, essa é uma carta bem complexa de escrever, porque de alguma maneira ela é de despedida, algo tem de ir para abrir espaço para o novo habitar.
Nesse momento olho para o céu tão azul, e me lembro que ontem ele estava cinza, assim como estava minha vida antes de você chegar. Você me fez cor e agora que você viaja para longe me sinto desbotar, de longe não posso te contar sobre os novos amigos que fiz, sobre as rosas que começam a nascer no jardim, sobre o que cheguei a conhecer da natureza da morte, e o pior, não posso ouvir seus conselhos, sentir sua proteção, e nem ter você me ajudando a simplificar a vida com sua calma.
Traz as tintas de volta, faz de mim aquarela! Mas que seja uma nova pintura, que ela traduza a liberdade em imagens, de mim sendo eu e de você sendo você. Não quero chorar o adeus, quero gargalhá-lo para que ele se solte de minha boca como um grito de até logo. Até quando? Isso é você que vai me dizer, pode ser um ciclo de Sol, um ciclo de Terra, um ciclo de Vida-Morte, ou vários desses, mas nessa história, assim como em toda história de amor, não há possibilidade para o nunca.
Me lembrei agora de uma matéria que li sobre Alfred Date, um sr. de 109 anos, que começou a tricotar casaquinhos coloridos para salvar pinguins de um vazamento de óleo  na Austrália. Ele havia acabado de ser colocado em uma casa de repouso, e soube como recomeçar, matou o nunca. Há tantas formas de colorir, assim como de ver o movimento do tempo, e especialmente, há tantas formas de amar e tanto para ser amado. Não cabe lamentar. Vou tricotando os casaquinhos que a vida me pede com as linhas coloridas que você me deixou, e quem sabe um dia eu descubra que esses fios terminam enrolados em seus novelos, e que o longe sempre foi aqui.

Ah! amor meu! Tanto para te contar, e tanto para saber de ti...

Até logo!

Sempre sua,

Eu

Segue link com história do Sr. Alfred:
 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

21º Carta - Bilhetinho de boa noite



Bem-vindos ao blog e ao convite para ler as cartas de amor inspiradas nas histórias que ouço todos os dias em meus atendimentos astrológicos, nos encontros da vida, e em minhas próprias experiências. Para quem quer saber mais sobre elas, veja o post da primeira carta no link:  

http://ferzanini.blogspot.com.br/2015/10/as-cartas-de-amor.html

 
21º Carta – 29/10/15

Inspirada em um atendimento que me mostrou, ainda mais, quão maléficos são os julgamentos.


Amor,

Onde você estará agora? Será que pensa em mim?
Sinto falta do macio de suas mãos, dos meus dedos correndo sua nuca por trás do cabelo e de sua voz dizendo meu nome. Vem conversar com meus sentidos!
Eu te disse um dia que tudo o que meus olhos verem os seus estarão vendo também, e tudo que a meu coração tocar estará tocando o seu também. Então, vou me olhar no espelho para que seus olhos me alcancem e pensar em você para que seu coração me sinta.
Agora, me faz um favor, caminha pela noite olhando através de mim, sorri para as pessoas que cruzam seu caminho sentindo através de mim, deixa o vento bater no seu rosto e uivar no seu ouvido te contando meus segredos, guarda eles no seu bolso e os protege daqueles que julgam sem ser juízes. Me deixa correr em suas veias enquanto percorre um roteiro de surpresas, seja livre para errar caminhos e para repeti-los se quiser, e quando voltar pro seu ninho dê um suspiro de êxtase e me devolve para o meu lugar, se olhando no espelho e pensando em mim.
Dorme bem, meu bem... te encontro no infinito.

Sua,

Eu